Vemos cada vez mais recursos e técnicas de rejuvenescimento. Cremes e tratamentos estéticos que prometem anos à menos no espelho. Estamos sempre querendo uma pele mais lisinha e um corpo de aparência mais jovem. E isso não é um problema, desde que feito com equilíbrio. Mas será que buscamos com a mesma determinação e desejo preservarmos a jovialidade da nossa alma? Buscamos recursos para manter a leveza da alma e evitarmos rugas em nossas emoções?

O tempo não deixa marcas apenas na pele, ele não muda apenas a nossa aparência física. O tempo também deixa marcas no nosso interior, em nossas emoções. Uma alma que não se preserva jovem pode se tornar inflexível, amargurada, critica demais, descrente de si e do outro, perde a esperança no futuro e o prazer no hoje. E como tudo se torna mais difícil com uma alma envelhecida…

Já pensou como tudo mais parecia mais fácil quando era mais jovem? Será que de fato tudo se tornou mais difícil, ou antes você enxergava os problemas com mais leveza e enfrentava com mais otimismo? Já pensou o quanto você ria mais e se preocupava menos? O quanto sonhava mais e criticava menos? As experiências difíceis, as frustrações podem ir nos tirando essa capacidade, se não nos enforcarmos para preservá-la.

E a idade da alma nem sempre acompanha nossa idade cronológica. Encontramos por ai muitos jovens de emoções já tão enrijecidas, e outras pessoas com muitos aniversários comemorados e cheios de alegria e prazer para comemorar mais um.  A alma carrega experiências, e experiências não podem ser medidas num espaço temporal e encaixadas no calendário. A idade da alma não é sobre envelhecer, mas sobre como se envelhece.

 

Portanto, reflita um pouco e tente responder: qual a idade da sua alma? Tem feito algo para preservá-la? E para isso não existe aquele creme milagroso, na verdade nem existe milagre, é bem mais fácil do que parece. O caminho pode ser exercitar mais a paciência com o outro, a resiliência com a vida e a aceitação consigo mesmo.

 

 

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